ARTIGO: PRÁTICA INTERDISCIPLINAR INFÂNCIAS E SUAS LINGUAGENS.
PRÁTICA INTERDISCIPLINAR INFÂNCIAS E SUAS LINGUAGENS.
VICTOR EMANOEL DOS SANTOS SOUSA
Centro Universitário Leonardo Da Vinci – UNIASSELVI
Curso Pedagogia FLC20964 - Prática Interdisciplinar: Infâncias e suas linguagens
RESUMO
Resumo: O presente artigo tem como objetivo principal identificar estratégias de aprendizagem para desenvolver leitura e escrita para melhor aprendizagem do educando, bem como seu plano e seus desafios nas escolas.
Palavras chaves:
estratégias de aprendizagem, desenvolvimento de leitura e escrita, planejamento, desafios.
1 INTRODUÇÃO
Ao longo do desenvolvimento das crianças do ensino fundamental I (Anos iniciais), existe um questionamento, como o educando se desenvolve em sua leitura e escrita e como o educador deve arquitetar uma estratégia eficiente em sala de aula? Contudo, vale ressaltar que fase o educar tem participação total, como um aluno ativo e não receptivo de mero conteúdo Visto que o aluno tem participação total em seu desenvolvimento, cabe ao professor arquitetar um planejamento que tenha de acordo com a participação do aluno e professor, onde ambos interajam, desenvolvendo uma participação ativa. O planejamento deve respeitar o conhecimento prévio do aluno, pois todo aluno é empírico, detentor de um conhecimento movido pela experiência vívida. Tal vem experiência da vivência do mesmo com o mundo, mesmo que o aluno não saiba ler e escrever, o educando regularmente formas de letras, canções, desenhos e dentre outros fatores que o ajudam a desenvolver sua leitura e escrita. É necessário compreender tais conhecimentos, avisos e seu planejamento antes de aplicar ao aluno os conteúdos de leitura e escrita. Como iniciamos o processo de leitura e escrita na vida do aluno? É necessário por meio de um diagnóstico de leitura e escrita saber onde o aluno se enquadra na sua formação de escrita. A escrita do aluno pode ser encontrada em até quatro níveis, que são denominados como pré-silábico, silábico, silábico alfabético e alfabético. Reconhecendo em qual nível a criança está, o professor deve fazer um planejamento que desenvolva o aluno para o próximo nível, de forma que o aluno consiga aplicá-las no seu convivo com a sociedade.
Desta forma, entende-se que o aluno está sendo letrado de forma correta, pois ele está aplicando a leitura em seu convivo social, vale ressaltar que na base curricular comum afirma que o ensino deve ser aplicado para que o aluno seja um dos participantes da forma integral na sociedade, pois erradicar o analfabetismo é uma das metas do PNE (Plano nacional de ensino).
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O desenvolvimento da leitura e escrita nos anos iniciais do ensino fundamental tem sido um desafio para o educador, pois a prática da alfabetização e letramento vem do convívio da criança com o seu meio social, ou seja, é necessário que ela seja incentivada cotidianamente em seu ambiente familiar, coisa que não é tão praticada nos lares brasileiros.
De certo modo é dever do educador criar estratégias para desenvolver a leitura e a escrita, estratégias baseadas no meio social que a criança está inserida, ou seja, levar o educando aprendizado com seu convívio social, mas tal prática dar certo?
De acordo com Paulo freire em seu livro pedagogia do oprimido de 1987
“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”.
A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que são criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo o que a elas se propõe. (Piaget, 1982)
Visto que o educando só aprende com seu conhecimento prévio, vamos fundamentar o desenvolvimento de escrita do aluno que se inicia nas garatujas, mas o que é garatuja? De acordo com o dicionário, garatuja representa Desenho rudimentar, malfeito, normalmente sem forma e ilegível. [Por extensão] Rabiscos que as crianças fazem na tentativa de representar o mundo (mais usado no plural): ninguém percebe suas garatujas.
Uma criança na fase garatuja não corrige as letras do alfabeto ou suas formas e para tentar replicar-las faz desenhos de acordo com a palavra. Visto que o aluno se encontra nessa fase, inicialmente é indicado apresentar-lhes o alfabeto e como ele é dividido em vogais e consoantes, que cada consoante necessita de uma vogal para produzir um som.
De acordo com Melo, 2012 "As crianças que utilizam o desenho para se manifestarem maior facilidade de aprendizagem. O desenho é o pré-requisito para a aquisição da linguagem escrita".
Com a aquisição inicial da escrita o aluno entra na fase pré-silábica, cuja não consegue relacionar as letras com o som da língua falada e sua escrita é baseada em pequenas letras que o aluno conhece, por exemplo, se o aluno apenas conhece as letras do próprio nome, logo ele vai replicá-las em outras palavras na escrita, pois o mesmo só conhece essas letras.
Com a aquisição de escrita pré-silábica o aluno entra na fase da escrita silábica, ou seja, interpreta a letra à sua maneira, atribuindo valor de sílaba a cada uma delas.
Exemplo ¹: Palavra gato. O aluno nesta fase vai escrever apenas o “O” ou “TO”,
Exemplo²: Palavra Borboleta. O aluno vai escrever “OOTA”.
Pode-se reparar que fase o aluno vai medir sua escrita nesta de acordo com o som da palavra, note-se que o aluno do exemplo 1° está escrevendo a palavra gato, mas como ele está na escrita silábica e esculta que a palavra gato tem apenas duas silábicas, ele vai assimilar somente o “o” ou “too”, pois o gato é uma palavra pequena, já no exemplo 2° o aluno está escrevendo borboleta e como ela possui três sílabas, ele vai assimilar uma escrita maior para a palavra.
O realismo nominal é uma característica do pensamento infantil em função do qual a criança expressa dificuldades em dissociar o signo da coisa significada (Piaget, 1962). O sujeito que, em determinado momento do desenvolvimento cognitivo, apresenta este pensamento realista nominal, tende a conceber a palavra como parte integrante do objeto, atribuindo ao signo características do objeto ao qual se refere. Piaget (1962)
Após o aluno passar do nível pré-silábico ele vai se enquadrar na escrita silábica-alfabética, nesta fase a criança vê que não é possível escrever apenas com uma letra para cada sílaba. Como essa é uma transição” silábica” para “alfabética”, a criança começa a escrever algumas vezes representando a sílaba inteira, e em outras usando uma letra para cada sílaba São exemplos de escritas silábico-alfabéticas:
– CAVLU (cavalo)
– JABUTCAA (jabuticaba)
– MNINO (menino)
– CADRA (cadra)
Agora entramos no último nível de leitura e escrita que é denominado como escrita alfabética, nessa fase a criança conhece o valor sonoro de algumas ou todas as letras e consegue agrupar-las formando sílabas.
"aqui a criança já compreendeu que cada um dos caracteres da escrita corresponde a valores menores que a sílaba. Isto não quer dizer que todas as barreiras foram superadas: a partir deste momento, a criança se defrontará com as dificuldades da ortografia, mas não terá mais problemas de escrita, no sentido estrito." Ferreiro e Teberosky (1991)
Estando nesse nível, não quero dizer que a criança já saiba ler e escrever corretamente. Ainda escrevem: Xinelo, Coziha, caza etc.
É importante ressaltar que cada criança tem seu ritmo. Espera-se que aos 7 anos ela já domine de maneira razoável a leitura e escrita. Claro que esse processo começa muito antes, pois desde muito pequenas as crianças já fazem a leitura de sua própria maneira: le placas nas ruas, gravuras nos livros etc.
Uma criança que convive com o estímulo da leitura, com certeza, terá mais interesse, e provavelmente, o processo de alfabetização será mais fácil.
METODOLOGIA
Este artigo foi feito através de leituras e pesquisas em site confiável afim de debater sobre o assunto, foi lido o livro infâncias, crianças e ludicidade para debater sobre o assunto e defender o mesmo.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Não se trata apenas de educar uma criança, estamos falando de desenvolvê-la respeitando cada fase sua, para que a criança saiba intelectualmente que ele teve uma ação ativa em seu desenvolvimento e que o professor foi apenas um mediador. É dever do professor mostrar ao aluno que ao longo do desenvolvimento, todo aquele conhecimento que o aluno foi adquirindo por conta que ele já sabia de algo. E sempre com o meio da família através dos resultados das indicações testes de leitura e escrita pode incentivar o aluno a continuar sempre desenvolvido para a próxima fase
Vale afirmar nesta conclusão de que o planejamento é o “melhor amigo” do professor, pois é através dele que ele sempre terá um norteamento do que se inscrever para os alunos em sala. Deste modo, concluímos que o desenvolvimento da leitura e escrita tem quatro fases e cuja cada fase o aluno passa por uma experiência para não atingir o nível alfabetizado.
REFERÊNCIAS
https://www.scielo.br/j/prc/a/htDch74Kn76TLzQpjv3zZbF/?lang=pt
https://pedagogiaaopedaletra.com/os-niveis-de-aprendizagem/
https://pedagogiaaopedaletra.com/os-niveis-de-aprendizagem/
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